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segunda-feira, 30 de março de 2020

Roar from Within: Contos de Anida [Cap. 3 – Filhotes em Guerra]

O caminho de volta da floresta foi mais silencioso do que a ida.

O sol já não atravessava as copas com a mesma força, e a sombra das árvores se estendia longa sobre o chão, como dedos escuros tentando segurar os filhotes por mais alguns instantes naquele território que ainda parecia grande demais para eles.

Quando finalmente atravessaram a última linha de arbustos e a savana de Anida voltou a se abrir diante deles, o ar mudou. Era mais quente. Mais claro. Mais seguro.

E ainda assim, Kisai sentia algo estranho sob a pele — uma inquietação que não vinha da floresta, nem do cansaço, mas da simples consciência de que agora estavam... sendo vistas.

— Voltamos — murmurou Wazi, mais para si mesma.

Adanna desacelerou, observando o reino com olhos atentos, como se confirmasse que tudo ainda estava no lugar.

— Papai ainda deve estar em patrulha — comentou Hakuwa. — Temos um tempo antes das lições.

Isso foi o suficiente.

Os filhotes se espalharam pela clareira e, sem perceberem, formaram um círculo quase natural — como se aquela fosse a única forma de permanecerem juntos sem saber exatamente por quê.

O riso começou tímido, depois cresceu.

O cansaço da floresta virou excitação acumulada.

— Do que brincaremos agora? — perguntou Adanna, a cauda balançando de leve.

Elimu pigarreou e levou a pata à boca, segurando uma tosse antes de falar:

— Podemos brincar de pique-alto.

Akili inclinou a cabeça, curiosa. — Como funciona?

Elimu explicou com paciência, a voz um pouco fraca, mas os olhos brilhando:

— Um filhote conta até dez. Os outros correm e sobem em qualquer lugar alto: pedra, tronco, árvore. A única regra é não guardar caixão. Quem é tocado vira ajudante do pegador. O último a ser pego vence.

— Mas você não pode correr — lembrou Kumi.

— Eu fico como juiz — respondeu Elimu, sorrindo. — Posso cuidar do tempo. E das regras.

— Então está decidido — declarou Asante, passando a pata sobre os ombros dele. — Elimu é o juiz.

Os filhotes se sentaram à frente do pequeno leão acinzentado, aguardando a escolha do pegador como se aquilo fosse um ritual sagrado. Elimu fechou os olhos por alguns segundos, respirou fundo... e começou a cantarolar a velha cantiga.

Quando terminou, todas as patas apontavam para Hakuwa.

O príncipe riu, virando de costas para o grupo.

— É melhor começarem a correr.

A contagem ecoou pela clareira.

No “três”, Kisai e Akili já estavam saltando para uma rocha.
No “seis”, Tama e Asante disputavam um tronco caído.
No “oito”, metade do grupo se espalhava pelas árvores, cipós e galhos.

No “dez”, Hakuwa se virou... e encontrou Safi sentada ao lado de Elimu.

— Safi... não vai subir em algum lugar?

Ela apenas negou com a cabeça.

— Safi vai fazer companhia ao Elimu.

Hakuwa hesitou, mas aceitou.

O jogo explodiu em risos, corridas e folhas voando, Akili provocava, descendo e subindo das pedras, Kisai observava tudo com atenção afiada, sempre escolhendo o caminho mais limpo, mais rápido, menos óbvio.

Quando restaram apenas as duas irmãs, o silêncio caiu por um segundo.

— Vocês têm dez segundos para trocar de lugar — anunciou Elimu.

O mundo pareceu prender o fôlego.

Kisai disparou primeiro, desviando de Tama e Jioni, subindo numa árvore com um salto ágil. Akili desceu da rocha por último, correndo com um sorriso travesso, escapando de todos.

Adanna tentou interceptá-la, parando em sua frente em posição de ataque, pronta para pular. Akili passou por baixo, aproveitando o pulo que Adanna deu.

— Hakuwa! — Adanna exclama.

Antes que o príncipe pudesse alcançá-la, Kisai o empurrou de leve, entregando-se com um sorriso.

— Manda ver, mana!

Akili venceu.

O grupo comemorou... até que o vento mudou. 

Mais frio.

Foi sutil — o cheiro no ar, o silêncio repentino entre os pássaros, o modo como alguns filhotes de Anida ergueram as orelhas ao mesmo tempo.

Adanna percebeu primeiro.

Hakuwa enrijeceu logo depois.

Antes que qualquer um pudesse perguntar o porquê, passos se aproximaram pela lateral da clareira.

Entre a relva alta surgiu uma filhote de pelo claro, postura firme demais para a idade, o olhar avaliando o grupo como quem mede um território recém-descoberto. Ao lado dela caminhava um filhote maior, ombros largos, músculos tensos sob o pelo, e atrás, quase escondido, um terceiro menor, que mantinha a cabeça baixa e os olhos atentos.

Os filhotes de Anida se mexeram instintivamente.

Ninguém falou.

As sete recém-chegadas se entreolharam, confusas, tentando decifrar se aquilo era uma apresentação, uma ameaça… ou algo entre os dois.

A filhote clara avançou alguns passos.

Seus olhos passaram por Hakuwa, por Adanna, por Elimu — e então pararam nelas.

Nas sete.

Um sorriso lento, torto, surgiu no canto de sua boca.

— Ora, ora — a voz dela escorreu como veneno —, se não são as aberrações do reino.

Akili franziu a testa.

Kisai não se moveu.

Mwezi aproximou-se meio passo de Safi sem perceber.

— Vocês acordaram rápido — continuou a filhote clara, andando em círculo ao redor do grupo, observando cada uma como se fossem uma presa mal escolhida. — Achei que demorariam mais pra se acostumar com um lugar... decente.

O filhote grande manteve-se um passo atrás dela, observando todos em silêncio. O menor, ainda mais atrás, parecia desconfortável.

Hakuwa deu um passo à frente.

— Ei — a voz dele saiu firme, mas baixa. — São nossas convidadas.

A filhote clara parou.

Virou a cabeça devagar.

— Convidadas? — repetiu, com uma risada curta. — Engraçado... porque parecem mais bocas extras pra mim.

O silêncio ficou pesado.

— Não fale assim — disse Adanna, a voz controlada. — Elas estão sob a proteção do reino.

O sorriso da filhote se alargou.

— E quem é você pra decidir isso?

Antes que Adanna respondesse, Mwezi deu um passo à frente.

— Se você tem algum problema, fale direto. Não precisa rodear — falou, trêmula mas com voz firme. — Além disso, está falando com os príncipes. Melhor dobrar sua língua.

O filhote grande estalou o pescoço.

A filhote clara ergueu uma sobrancelha.

— Gosto dela — comentou. — Tem coragem. Pena que ainda não sabe quando ficar quieta.

Mwezi abriu a boca para responder.

O mundo se moveu rápido demais.

O filhote grande avançou.

Num único salto, colidiu contra Mwezi, derrubando-a na grama. As patas dele pressionaram seus ombros, o peso esmagando o ar dos pulmões da filhote, as garras surgindo à vista.

— Veja como fala, moleca — rosnou ele, baixo e frio. — Seria uma pena estragar um rostinho desses.

O impacto fez a grama estalar sob o corpo de Mwezi.

Por um segundo, ninguém conseguiu reagir.

O peso de Udadisi a mantinha presa, o rosnado vibrando em seu peito, quente e agressivo, e as garras pairavam perigosamente próximas de seu rosto. Mwezi lutou para puxar ar, o coração disparado, as patas traseiras tentando empurrá-lo, sem sucesso.

— Solte ela! — Adanna deu um passo à frente, a voz aguda de choque.

Hakuwa avançou também, mas a filhote clara ergueu a pata.

— Nem mais um passo, príncipe.

O tom era calmo demais.
Calculado demais.

Hakuwa congelou.

O menor dos três — o filhote mais jovem, de olhos atentos e postura encolhida — deu um passo hesitante à frente.

— Udadisi, já chega — murmurou. — Só viemos ver quem eram. Não precisa disso.

Udadisi nem virou a cabeça.

— Fique quieto, Kiny.

A filhote clara se aproximou lentamente, observando Mwezi presa ao chão, depois as outras seis — os olhos demorando-se em Kisai, depois em Akili.

— Vocês chegaram faz pouco tempo, não é? — perguntou, quase gentil. — Dá pra sentir no jeito que andam. No jeito que olham tudo como se fosse novo demais.

Akili se moveu.

Não correu.
Não rosnou.
Apenas caminhou.

Parou ao lado de Udadisi e Mwezi, o olhar fixo, a postura baixa, perfeitamente equilibrada.

— Tire as patas dela — avisou num tom de voz frio e tenso, quase como um rosnado.

Udadisi soltou uma risada curta. — E se eu não tirar?

Akili se abaixou.

Num movimento rápido e preciso, ela girou o corpo, empurrou o ombro dele para o lado e o derrubou da mesma forma que ele havia feito com Mwezi, travando-o no chão com a pata sobre o pescoço, as garras à mostra.

O choque atravessou a clareira e Udadisi grunhiu.

— Ora, sua...

— Termine a frase, te desafio — Akili sussurrou, o focinho a centímetros do dele. — Vamos. Estou esperando.

Udadisi tentou se debater.
Não conseguiu.

Kiny engasgou com o próprio ar.

— Amadi... — murmurou, a voz quase quebrando. — Vamos embora... por favor.

A filhote clara — Amadi — estreitou os olhos.

Kisai avançou.

Parou à frente dela, os olhos laranja tranquilos demais, perigosamente calmos.

— Estávamos brincando — disse. — Vocês chegaram sem se apresentar, sem explicar quem são, e seu cão de guarda quase machucou nossa amiga.

Kisai ergueu a pata, observando as próprias garras.

— Agora você tem duas escolhas — baixou a pata e encarou Amadi. — Ir embora... ou aprender como é perder quando se começa uma briga errada.

Amadi sustentou o olhar por alguns segundos.

Depois desviou.

— Solte ele.

Akili se levantou.

Udadisi puxou o ar com força, rolando para longe e se colocando de pé.

— A-Amadi... — Kiny repetiu, aproximando-se da irmã. — Vamos. Não vale a pena.

Amadi bufou, claramente furiosa por dentro.

— Não precisamos nos misturar com essa gentalha.

Virou-se e saiu andando.

Udadisi a seguiu com o orgulho ferido e a cauda entre as patas.

Kiny lançou um último olhar para as sete, meio culpado, meio apologético... e correu atrás deles.

O silêncio ficou pesado por vários segundos.

Então Mwezi respirou fundo.

— Não liguem pra eles — disse, forçando um sorriso. — Não vão nos incomodar tão cedo.

E ninguém duvidou disso.

[...] 


O grupo permaneceu parado por alguns instantes depois que os três desapareceram na relva alta.

O vento voltou a soprar.

Os insetos retomaram o canto.

Mas a clareira já não parecia a mesma.

Mwezi ainda respirava rápido demais. Safi mantinha-se perto dela, quase colada, como se pudesse impedir o mundo de tocar a amiga de novo. Akili recuou alguns passos, observando todos em silêncio, o corpo ainda tenso, como se esperasse que alguém voltasse.

Kisai foi a primeira a se afastar.

Não correu.

Não falou.

Apenas caminhou para longe do grupo, o rabo baixo, as orelhas tensas, o olhar perdido no horizonte da savana.

— Kisai? — chamou Wazi.

Ela não respondeu.

Subiu numa formação de rochas próxima, parou no topo e ficou ali, observando o reino lá embaixo — o mesmo reino que agora dizia ser o lar delas.

Quando finalmente falou, sua voz não saiu como conversa.

Saiu como desabafo.

Saiu como algo antigo demais para caber em palavras comuns.



Este impulso inconvenientetem raízes, se grudou a mim — os filhotes se entreolharam, mas ninguém se aproximou. — E tudo isso é tão diferente, não deveria ser assim.

Ela bateu a pata na rocha.

Não pedi pra ser alguém diferente, não pedi pra ser criada assim — respirou fundo. — E não pedi pra ser tão indiferente, não sei o que sentir...

Desceu da rocha, caminhando entre eles.

— Já que um leão e outro sempre entram numa luta, eu me afogo num oceano de animais em disputa. Fui forçada sempre a respeitar, não vieram me perguntar se um leão e outro se perguntam...

Subiu num tronco caído.

Faz seu sangue ferver, vermelho te faz ver? Destruindo algo só pra poder se entreter — cravou as garras na madeira. — O meu sangue já ferve, e não era assim. Age como veneno. Se visse o que eu vivi, teria raiva, sim.

Desceu e caminhou mais a frente.

Já vi tudo de camarote, de um até cem contei, sim. Sempre achei fugir impossível, só esperava pelo meu fim.

Ergueu a pata, observando as próprias garras, enquanto os outros a seguiam.

Nunca quis ingerir nada que me deram, não queria ser controlada assim. Se você fosse eu, contava o tempo, enlouquecendo — passou por todos. — Já que um leão e outro sempre entram numa luta, eu me afogo num oceano de animais em disputa. Fui forçada sempre a respeitar, não vieram me perguntar se um leão e outro se perguntam...

Parou diante de uma pilha de pedras.

Faz seu sangue ferver, vermelho te faz ver? Destruindo algo só pra poder se entreter — E num gesto brusco, espalhou as pedras pelo chão. — O meu sangue já ferve, e não era assim. Age como veneno. Se visse o que eu vivi, teria raiva...

Hakuwa se intromete, colocando a pata em seu ombro. — Calma, por que está assim? 

— Coração tão nobre... — Falou Wazi, se aproximando também, esfregando o rosto no de Kisai.

— Leoa boa — Safi murmura, parando na frente da amiga. — É triste, sim.

Vão pagar — murmurou Kisai, afastando-se —, o dano feito a mim.

Avistou um camundongo à distância.

Se agachou.

—  Faz seu sangue ferver, vermelho te faz ver? Destruindo algo só pra poder se entreter. O meu sangue já ferve, e não era assim. Age como veneno. Se visse o que eu vivi, teria raiva, teria raiva, teria raiva, sim!

O golpe foi rápido.

O silêncio voltou a cair sobre a clareira.

Kisai apanhou o pequeno corpo do camundongo e deu de ombros, como se aquilo fosse apenas mais um detalhe do mundo.

— Alguém quer um lanche?

Kumi ergueu a pata, e Kisai lhe entregou a presa sem dizer mais nada, depois, virou-se na direção do reino e começou a caminhar, a cauda baixa, o olhar distante.

— Vamos antes que seu mordomo tenha um piripaque por termos sumido.

Akili foi atrás dela.

As outras seguiram.

O grupo atravessava a savana quando uma sombra cruzou o chão diante deles.

Um bater rápido de asas.

Um piado seco e impaciente.

Nyusi, o pequeno pássaro de penas acinzentadas e olhar sempre atento, pousou numa rocha próxima, observando o bando de filhotes como se estivesse fazendo uma contagem mental.

— Finalmente — grasnou ele. — O rei perguntou por vocês duas vezes. E a rainha, três. Não é aconselhável que filhotes recém-chegados passem tanto tempo longe da caverna.

Hakuwa endireitou a postura na mesma hora.

— Estávamos voltando, Nyusi.

— Estavam demorando — corrigiu a ave, ajeitando as asas. — Sigam-me.

Sem mais discussão, Nyusi alçou voo em direção ao coração do reino.

Os filhotes se entreolharam uma última vez.

E então o seguiram.

[...]


Três semanas se passaram.

O tempo seguiu, como sempre segue, indiferente às pequenas guerras.

As sete filhotes novas já conheciam cada trilha próxima ao reino, cada sombra das rochas maiores, cada árvore que oferecia galhos seguros. Brincavam pela manhã com Hakuwa, Adanna e os outros, mas depois do almoço tudo se separava: os príncipes iam treinar com os pais, Amadi e os irmãos desapareciam com a mãe, Elimu seguia para seus cuidados com Kinga, Utulivu, Asante e Kumi treinavam com os rastreadores, Sawa e Utay ficavam com Wonaji na maior parte do tempo quando a mesma não estava treinando as adolescentes.

E restavam elas.

Sete filhotes em terra nova, sem adultos próprios, sem um lugar fixo no mundo.

— Então... o que fazemos agora? — Wami quebrou o silêncio

Safi coçou a terra com a pata.

— Safi quer explorar mais — resmungou, impaciente.

Wazi levantou o focinho, pensativa.

— Habi não disse que era proibido.

Akili se levantou.

— Então vamos.

O vento da tarde soprava morno sobre as planícies de Anida, ondulando a relva dourada como um mar vivo que se estendia até onde a vista alcançava. Bandos de pássaros riscavam o céu em arcos lentos, e o cheiro de terra aquecida misturava-se ao perfume seco das acácias e ao frescor distante da água que corria do lago. Era um mundo vasto, pulsante, belo demais para quem havia passado tanto tempo cercado por grades invisíveis.

Kisai caminhava alguns passos à frente das outras, as orelhas erguidas, os olhos atentos a cada movimento. Akili mantinha-se ao seu lado, silenciosa, observando tudo com o mesmo cuidado de quem aprendeu cedo demais a desconfiar do mundo. Atrás delas vinham Wami e Wazi, sempre próximas, trocando olhares cúmplices a cada som estranho. Mwezi, Jioni e Safi fechavam o grupo, ainda se maravilhando com a liberdade recém-descoberta, mas sem jamais se afastarem umas das outras.

Nenhuma delas dizia em voz alta, mas todas sentiam: ainda não pertenciam àquele lugar. Anida era seguro, acolhedor, generoso — e, ainda assim, estranho.

O silêncio só foi quebrado quando Akili ergueu subitamente a pata, sinalizando para o grupo parar. Um farfalhar vinha da vegetação adiante. Kisai estreitou os olhos, farejando o ar. O cheiro era novo. Jovem. Desconhecido.

Dos arbustos surgiu um filhote de pelagem marrom, olhos verdes vivos e um começo tímido de juba escura na cabeça. Ele congelou ao vê-las, claramente tão surpreso quanto elas próprias.

Por um instante, ninguém se moveu.

Então o filhote pigarreou, forçando um sorriso.

— D-desculpem... — disse. — Eu não queria assustar ninguém. Meu nome é Walimu.

Akili avançou meio passo, a postura cautelosa.

— Está sozinho?

Walimu abaixou a cabeça.

— Por enquanto... Meu pai e tios foram caçar. Meus irmãos estão... por perto.

A resposta deixou Kisai imediatamente alerta. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, um estalo soou atrás de Walimu. Um galho quebrando. Um cheiro diferente no ar.

Sem hesitar, Kisai girou sobre as patas e avançou, mergulhando na vegetação lateral. Um segundo depois, surgiu empurrando outro filhote para fora dos arbustos e o derrubando no chão, prendendo-o com firmeza.

— Ouvir conversas alheias não é educado — rosnou ela, as garras à mostra.

O filhote se debateu por um instante.

— Saia de cima de mim, sua psicopata! — reclamou e então, ao perceber quem o segurava, abriu um sorriso descarado. — Mas confesso que gostei da recepção.

As sete filhotes encararam a cena, confusas.

Antes que a situação se tornasse mais estranha, uma terceira figura surgiu entre os arbustos: uma filhote de pelagem marrom clara, com olhos de cores diferentes, expressão cansada e claramente acostumada a lidar com aquilo.

— Hasa — ela suspirou — levante antes que realmente morra.

Kisai estreitou os olhos, mas afrouxou a pressão e se afastou. O filhote se levantou, sacudindo a poeira do pelo e ainda sorrindo.

— Estou apenas brincando, querida Kami. Prazer — ele fez uma leve reverência exagerada enquanto revirava os olhos para a irmã. — Desculpem o susto.

Kami aproximou-se de Walimu, apoiando a cabeça no ombro do irmão. Os olhos bicolores da pequena encaravam as sete filhotes em sua frente com curiosidade infantil.

— Vocês não deviam assustar as pessoas assim — resmungou Wami.

— Mas foi engraçado — Hasa respondeu, ainda sorrindo.

A tensão inicial dissolveu-se lentamente, substituída por curiosidade cautelosa. Akili e Kisai trocaram um olhar rápido; ambas avaliavam o trio diante delas com atenção.

— Procuramos um lar — Walimu quebra o silêncio. — Somos nômades. Nascemos perto das fronteiras de Dugani.

— O que me lembra... — Kami murmurou, arqueando a sobrancelha e inclinando a cabeça. — Onde estamos?

Kisai inclinou levemente a cabeça.

— Estão dentro do Reino de Anida.


sexta-feira, 27 de março de 2020

Reinado de Scar - Teorias e Ideias para a Reescrita [Contém Spoilers sobre A Guarda do Leão. Esse post também contém palavras fortes]

OLÁ TERRÁQUEOS SAUDAÇÕES )0)

Sua alienígena favorita está de volta. Turu bom com vocês? Espero que sim -w-

Como eu disse antes, estava querendo reescrever minha versão de O Reinado de Scar até que me lembrei de uma teoria TLK que eu criei quando assisti o vídeo de TLG falando sobre como o Scar ganhou a cicatriz dele. Para começar, eu não acompanho TLG, só vejo os vídeos de teorias, músicas e fillers. Eu assisti o vídeo Scar's Story - o vídeo está em inglês - umas duas semanas depois do vídeo ser postado e acho que, assim como muito de vocês, fiquei meio decepcionada quando descobri a verdadeira origem da cicatriz do Scar. Prefiro as versões dos fãs.

Enfim... A teoria me veio em mente quando vi um certo leão que apareceu no vídeo: ele tem juba vermelho com vermelho escuro, olhos vermelhos, focinho triangular, orelha direita furada, uma cicatriz no olho direito e uma "listra" na cabeça.

Eu o chamo de Shiva. Na hora que eu automaticamente pensei "Onde eu vi um leão/leoa parecido com ele? Zira!". Acredito que eu não seja a única com esse pensamento. Poderia ele estar relacionado com a Zira de alguma forma?

Sim, ele pode, na minha versão. E ele seria o pai da Zira. Como? Bem, pelo jeito dele, da para dizer que ele é manipulador e um possível assassino, já que ele queria dominar as Terras do Reino e quem mais é manipuladora e assassina no universo TLK? A Zira, é claro.

Minha ideia seria que Shiva, cansado de ser nômade e querendo um lar para seu pequeno grupo - consistente das seguidoras da Zira e suas mães - tentaria invadir vários reinos, incluindo as Terras do Reino, o que lhe garantiu várias cicatrizes. Além de ele ser um leão manipulador e assassino, ele também seria um leão bem cruel. Ele treinaria a Zira desde filhote para matar. Por esse motivo, as leoas teriam medo do Shiva, até que o Scar o matou com sua guarda. Na época, a Zira seria uma adolescente indo para a fase jovem adulta, por isso a obsessão dela com o Scar.

O Mufasa aceitaria ela e o orgulho dela no reino. Alguns anos depois disso, Simba teria nascido, "roubando" o trono do Scar. Scar teria sua vingança e seu Reinado começaria.  

No início de seu reinado, ele aceitaria uma leoa nova no reino. A leoa estava nos primórdios da gravidez e seu parceiro tinha fugido por não querer assumir a responsabilidade. Embora Scar fosse um psicopata, ele não era cruel a ponto de deixar a pobre leoa morrer. E é aí, meus queridos que entram as mães de Kovu e Vitani.

No meu outro blog, eu tinha começado uma fanfic sobre o Reinado de Scar, mas não terminei, só misturei com ALQFDH. Nessa história, Nuka teria uma irmã da mesma ninhada chamada Nafsi. Mas por que estou falando disso? A Nafsi e sua irmã Kidogo - que antes era filha da Nafsi - seriam as mães deles. Tem várias teorias que dizem que a Vitani e o Kovu não são filhos da Zira - inclusive, um dos diretores de TLK 2 confirmou que ele não é filho da Zira e do Scar em uma das redes sociais -, ou que a Vitani é filha da Nala ou da Tama, etc.

Na minha "nova" versão do Reinado de Scar, a Vitani vai ser filha da Kidogo e o Kovu vai ser filho da Nafsi e os dois vão ser meio-irmãos, e não primos. Isso explicaria o vínculo irmão-irmã que os dois tem. Scar adotou a Nafsi e a Kidogo como filhas quando elas ainda eram filhotes e Nafsi se tornou a herdeira dele. Heneia - a mãe delas - se tornou a rainha e líder de caça, substituindo a Sarabi. Não, a Heneia não ficou feliz em substituir a Sarabi já que foi a Sarabi que fez com que a Heneia se sentisse mais a vontade no reino. Pra Heneia, se tornar rainha foi como cometer uma traição contra a Sarabi e as outras leoas, tanto que a maioria delas - exceto a Sarabi, que sabia que o Scar mataria as filhas da Heneia se ela recusasse - a desprezou depois disso.

Mas como Kovu e Vitani seriam meio-irmãos? Bem, a Nafsi e a Kidogo teriam se apaixonado pelo mesmo leão. Esse leão seria um forasteiro muito paquerador e charmoso, louco para ter um harém, que o Scar aceitou no reino para aumentar a proteção. Um dia, o leão começou a paquerar a Nafsi e ela paquerou de volta. Ele fez o mesmo com a Kidogo e, depois de alguns meses de paquera, as duas acabavam grávidas. A Nafsi emprenhou algumas semanas depois da Kidogo - o que explicaria a Zira dizer que o Kovu foi o último a nascer antes dela ser exilada - e ela sabia que quando o Scar descobrisse que ela e a irmã engravidaram, ele mataria o leão e, provavelmente espancaria as duas. E foi o que aconteceu. Scar mandou as hienas matarem o leão e deu uma surra na Nafsi. Na hora que ele ia dar uma surra na Kidogo, a mãe delas apareceu e o impediu.

A Nafsi acabou morrendo no parto do Kovu e a Kidogo ficou encarregada de cuidar dele. Na época que o Kovu nasceu, a Vitani estava abrindo os olhos. Foi aí que o Scar decidiu que Kovu fosse o escolhido pra seguir seus passos.

O Kopa também vai existir nessa versão. Ele nasceu antes da Vitani e do Kovu - explicando o fato de ele ter um comecinho de juba igual ao Kovu -, logo no final de TLK 1. A Kidogo, ocupada criando seus filhos e servindo de babá pro Nuka, não percebeu que a Zira estava se tramando alguma coisa. Foi aí que Zira atacou e "matou" o Kopa. Kidogo estaria perto quando ouviu os gritos do príncipe, deixou os filhotes com Nuka, e correu para resgatá-lo, mas já era tarde. Ela entrou em um combate com a Zira e acabou morta. Simba descobriu e exilou a Zira por assassinato e traição. Zira aproveitou que Kidogo estava morta e roubou os filhotes dela.

Mas como ninguém das Terras do Reino percebeu que a Vitani e o Kovu sumiram? Simples: Nafsi e Kidogo não ficavam na caverna com o Simba e as outras leoas, elas ficavam na "caverna" que o Scar ficava. Simba nem sabia que elas estavam grávidas, as únicas que sabiam eram a Zira, o Nuka e a mãe delas, que a Zira também matou.

Agora as coisas que eu quero mudar do universo canônico:

1- A Guarda do Leão. Motivo: Por mais que a série pareça promissora, eu não conheço metade dos personagens e achei bem bobinha. Não assisti os episódios, apenas alguns vídeos do YouTube e não gostei muito. Kion e sua guarda seriam apenas amigos que cuidam do reino quando o Simba está cuidando de outros assuntos. Outra coisa que me deixou encucada é que uma das regras da guarda é que "somente o segundo filho pode ser o líder da guarda", ou algo assim. Foi o que aconteceu com o Askari, foi o que aconteceu com o Scar, foi o que aconteceu com o Kion, foi o que aconteceu com a Vitani. Espera... Foi o que aconteceu com a Vi-.......SANTA MÔNICA, NÃO. NÃO. ABSOLUTA E FODIDAMENTE NÃO. Disney sua mentecapta do caramba. Nem ferrando. Não pode mudar a Vitani pra caçula. *não pode*. Não depois de a própria Zira ter dito que "Kovu foi o último que nasceu". Não, eu não aceito. 

2- A maneira que o Shiva e a guarda do Scar morreram. Na versão original, criada pela Disney, o Shiva e a Guarda morreram por causa do rugido do Scar. Na minha versão, o Shiva morreu por causa da guarda do Scar. Assim como o Kion, Scar e sua guarda eram amigos e cuidavam do reino enquanto o Mufasa estava ocupado com os outros assuntos do reino. No próprio filme o Scar afirma que "Em matéria de cérebro, eu tenho a herança dos leões, mas em matéria de força bruta, eu receio não ser um bom representante da espécie". Eu entendo essa frase como "Eu penso antes de agir, calculo bem e penso nas minhas jogadas." Scar é um estrategista. Ele observa os movimentos dos oponentes. É como jogar xadrez: você tem que prever o movimento do seu inimigo antes que ele faça a jogada. Scar e sua guarda teriam encontrado o Shiva bisbilhotando o reino enquanto patrulhavam. Shiva teria prometido pro Scar e seu grupo várias coisas - reinos, leoas, fama - se o Scar e companhia levassem o Shiva até a o Mufasa - na realidade, a Uru ainda era rainha, não o Mufasa - pra desafiá-lo e derrotá-lo. Scar e seus companheiros se recusaram então o Shiva tentaria atacá-los, mas por estarem em maior número, os amigos do Scar o derrubariam. Scar teria feito a mesma coisa que fez no final do primeiro filme enquanto o Simba lutava com as hienas: se esgueirar por trás e atacar. Shiva foi a primeira morte do Scar, os próximos acabaram sendo os outros leões da guarda. Scar planejou a morte deles meticulosamente.

3- As amigas e Guarda da Vitani. Quem são elas? Kasi, a mais veloz, Shabaha, a mais corajosa, Imara, a mais forte e Tazama, a de melhor visão. Calma, elas ainda vão aparecer, mas não como a Guarda do Leão. Elas serão filhas de algumas seguidoras da Zira.

4- Tiifu e Zuri. Não, eu não vou mudar a aparência física delas. Vou adicionar pais para elas. Como eu disse, eu não conheço metade dos personagens de A Guarda do Leão. Eu não sei se as mães delas são mostradas na série.

5- O nome das seguidoras da Zira. "Como assim, Nathy?" Bem, nós, fãs criamos nomes para a maioria das leoas. Lazy-eye, Dotty, Spotty, etc... Eu resolvi mudar nomes para todas as seguidoras da Zira - no total são 14. Eu também pretendo usar as leoas secundárias que aparecem no primeiro e segundo filme.

6- O modo que Scar ganhou sua cicatriz. Na versão da Guarda do Leão, Scar ganhou sua cicatriz graças a picada de uma cobra. Eu achei isso bem idiota. Por que? Do meu conhecimento reptiliano, cobras não "arranham" a presa a não ser que seja uma cobra constritora, já que seus dentes ficam presos na carne e elas se enrolam para sufocar a vítima. Uma cobra peçonhenta pica com a intenção de injetar o veneno na vítima pra se defender, matar ou cegar - algumas cobras ejetam o veneno das presas na direção dos olhos do adversário. Scar deveria ter, no mínimo, ficado cego. Outra coisa que poderia ter acontecido é sua pele necrosar em volta do olho ou ele teria morrido, já que a picada foi no olho e o olho é ligado ao cérebro. Sua personalidade não mudaria. Sim, eu sei que A Guarda do Leão é uma série infantil e que não deve ter mortes e blá blá blá, mas ainda assim tem algumas coisas na natureza que devem ser respeitadas, além disso, Scar era um leão esperto, ele provavelmente sabia que devia ter ido falar com o Rafiki pra que o macaco cuidasse da toxina ou dissesse como tratar a picada. Nessa versão do Reinado de Scar, ele teria ganho a cicatriz ainda filhote, graças ao Ahadi. Uru e Ahadi se amavam quando se casaram, mas o amor dos dois foi acabando aos poucos e o Ahadi passou a trair a Uru. Por Mufasa ser o primogênito, Ahadi o favorecia mais, agindo como se o pobre Taka sequer estivesse lá, então Taka passava maior parte do tempo com os outros filhotes ou com sua mãe. Foi ela quem o ensinou a ser calculista e estrategista. Foi nessa época que Taka começou a visitar o cemitério de elefantes pra se distrair e eventualmente encontrou as hienas. Uru cuidava do Mufasa enquanto Ahadi treinava Taka. Era nessa hora que o rei mostrava um tratamento frio e cruel em relação ao caçula. Ele fazia Taka ter treinamentos que somente adolescentes deveriam ter com a desculpa de "Você quer ter uma chance como rei? Então treine até que suas patas sangrem". Taka não contava pra mãe sobre os treinos intensivos do pai, ele apenas dizia que se divertia. Quando Uru saia para caçar com as outras leoas e Mufasa ia brincar com os outros filhotes do reino, Ahadi encurralava o pobre Taka na caverna e o agredia. O rei sabia das visitas constantes de Taka ao cemitério e quando Uru voltava da caçada e encontrava o filhote machucado, ele lhe dizia que tinha caído da Pedra do Rei e se machucado. Nos dias seguintes era a mesma coisa, Uru e Mufasa saiam e Ahadi agredia Taka, até que, em um dos dias, Mufasa voltou mais cedo pra chamar o irmão para irem ao Olho D'água e o viu sendo espancado por Ahadi. Mufasa correu até a área de caça para chamar a mãe e quando chegaram, Uru encontrou o filhote desacordado no chão da caverna coberto de sangue e feridas. Uru, junto das outras leoas, se juntaram e atacaram Ahadi, até que conseguiram empurrá-lo da Pedra do Rei. Ele não morreu com a queda, então Uru e as leoas continuaram o ataque. Foi a própria rainha que deu o golpe final. Depois de alguns dias inconsciente, Taka acordou. Seu olho esquerdo doía e sua visão estava embaçada. Ele já não era mais o filhotinho brincalhão de antes, sua personalidade tinha mudado completamente. Sarafina foi quem lhe deu o apelido, dizendo de forma brincalhona que combinava mais do que Taka. Ele odiava o apelido, mas com o tempo, todos do reino - com exceção de sua mãe - o chamavam assim.

7- O jeito que a Zira é em A Guarda do Leão. Eu achei a Zira da série muito "fofinha", digamos assim. Ela não é a leoa durona e vingativa que conhecemos em TLK 2, sem contar que resolveram tirar a listra que ela tem na cabeça, WTF. Zira não banca a observadora estrategista quando encontra Kion a primeira vez em TLG. Quer dizer, lembram quando a Zira observava a Kiara e o Kovu no filme? Ela não faz isso na série. Ela não parte pro ataque. Claro, o Kion tem o rugido, mas ainda assim, a Zira do filme o atacaria sem hesitar. Ela é do tipo "atiro primeiro, pergunto depois". Não quero que a Zira da reescrita seja assim. Ela vai sim ser durona, estrategista e observadora.

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Agora, sobre a Nala e os outros filhotes (Tama, Tojo, Malka - que não mora nas Terras do Reino, mas visitava constantemente -, Kula, Mheetu e Chumvi) vão ser os filhotes que o Scar não matou quando assumiu o trono. O Nuka vai ter nascido mais ou menos um ano ou dois depois da Nafsi e da Kidogo. Ele era um filhote doente e fraco que o Scar recusou como herdeiro. Zira ia matar ele alguns dias depois do parto se a Nafsi não impedisse. Mais uma coisa: Nala e seus amiguinhos vão fazer bullying com a Nafsi.

Nala acha a Nafsi cheia de si e engomadinha, já que sua mãe virou rainha. Embora eu visse a Nala como uma leoa fofa, eu sei que quase todo mundo tem um lado sombrio e Nala, estando cega pelo seu luto por Simba, acabaria por descontar na Nafsi e "fazer a cabeça" dos amigos pra que eles fizessem o mesmo. Nala só queria que Nafsi atingisse um ponto de ruptura e sumisse das Terras do Reino mas isso se tornou impossível, já que Heneia acabou se tornando rainha. "Mas Nathy, por que a Nala só fazia bullying com a Nafsi?" Como eu disse, Nala queria fazer a Nafsi atingir um ponto de ruptura e usar a Kidogo era o mais fácil.

Seria mais fácil eu fazer a Nafsi ser mãe do Kovu e da Vitani? Sim, mas eu achei melhor não fazer desse jeito. Eu decidi isso quando estava refazendo alguns OC's. O pelo da Nafsi era bem alaranjado na outra versão - ouso dizer que era bem chamativo também -, parecido com o pelo do Scar e eu não percebi que, enquanto a refazia, o pelo dela ficou um pouco mais escuro. Eu adorei o resultado final dela, então decidi que ia manter.

Ah, eu disse que a Zira tinha matado a Heneia, certo? Bem, Zira era obcecada com o Scar e dizer que ela ficou devastada quando ele não a escolheu como rainha é até um ultrage. Ela queria que Heneia pagasse por "roubar seu lugar de direito", mesmo sabendo que Heneia não queria se casar com Scar. Esse também é o motivo de o Nuka não ser fã da Vitani e do Kovu. Nuka os via como um empecilho em sua vida, ainda mais depois de a Zira favorecer mais os "filhos" caçulas.

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Eu vou começar a postar essa reescrita mais para frente. Talvez a quarentena me favoreça um pouco e talvez meu bloqueio criativo me dê inspiração...

Por hoje é só. Espero que tenham gostado. Um beijo da Nathy, fiquem com Kami e bye -3-

domingo, 22 de março de 2020

ALQFDH - Sobre os personagens pt. 2

OLÁ TERRÁQUEOS SAUDAÇÕES )0)

Sua alienígena favorita está de volta. Turu bom com vocês? Espero que sim -w-

Bem, como podem ler no título, essa é a continuação do meu post de janeiro e vai seguir o mesmo padrão, okay? Vamos lá com as regrinhas de novo:

- Personagens com parênteses depois do nome tiveram seus nomes alterados
- Personagens sem parênteses e com dois "*" antes e depois do nome são novos
- Personagens com um "*" depois do nome são antigos, com personalidades novas
- Personagens com um "*" antes e depois do nome, com ou sem parênteses são de outra história

Novamente falando, alguns personagens foram refeitos e personagens de outras fics que não aparecerem aqui vão aparecer em outros reinos. Como ALQFDH é uma reescrita, vou refazer vários personagens. Vale ressaltar também que eu esqueci quantos personagens eu tinha criado nos primórdios de ALQFDH. Enquanto esse post estava sendo editado, tinha 61 personagens porque eu esqueci do Leroy e dos filhotes das outras temporadas. Vão ter bem mais que 61 personagens, com certeza. Então, caso eu tenha esquecido de algum personagem no outro post, ele vai aparecer aqui. 

Ah, e eu tinha postado na lista de nomes que o novo nome do Dom ia ser Zawadi e o novo nome do Detonador seria Huten. Eu decidi que não seria mais. Prefiro guardar esses nomes para outros personagens.  E eu também mudei o nome de todas as filhotes da Akili de novo... Ah, e eu decidi mudar quem vai ser a mãe da Maji (Ísis) e da Liaji (Íris), vocês vão entender mais pra frente.

Agora, aos personagens @u@


Dadizi (Dayane)*

Na outra fic Dadizi, ou "Dayane" como era conhecida, era filha da Sabini, uma das leoas que tinha entrado recentemente em Anida. Bem, a mãe de Dadizi e sua família vieram de Mauaji - só vieram de lá mesmo, na bio da Niki eu explico melhor -, então não é surpresa o Kucho ter três esposas. A Dadizi foi a penúltima a nascer. Ela é a típica "delinquente" do reino, sempre buscando confusão.


Dalizi (Doroty)*

A caçula da pequena grande família, Dalizi é o oposto total da irmã. Uma princesinha sem coroa, é adorada pela família inteira e mimada pelos pais. Dalizi também é péssima em caçadas, tanto que acabou levando um coice de uma zebra certa vez. 


Fulani*

Okay, vou começar dizendo que mudei tudo sobre a Fulani e os outros tigres. na outra versão da fic, ela e a Neema, se não me engano, eram filhas do Vibaya e defendiam a Fumi e o Sefu do Vibaya, ou algo assim. Nesse remake, a Fulani e o Tofauti vão ser filhos do Vibaya. Fulani é uma tigresa fofa e carinhosa que adora aventuras. Ela adora assistir perseguições, mas quando se trata de caçadas, ela é um desastre.

Ibada (Ella)*

Meia-irmã do meio da Dalizi e Dadizi. A estrategista e pacifista da família, Ibada tende a ser o lado racional e é quem geralmente é escolhida para separar brigas entre suas irmãs e irmão. Ibada também costuma avaliar as estratégias de caça do reino.


Kucho (Leroy)*

Kucho veio de Mauaji e, como quase todos os leões de lá, ele não era nem um pouco monogâmico, tanto que ele casou com três leoas que, por sinal, eram irmãs. Kucho é um leão sério na maior parte do tempo, só quebrando a fachada séria quando está com sua família. Ele nasceu e foi criado em um reino que considera a monogamia um tabu, mas não queria que seus filhos fossem assim, por isso conversou com as esposas e os quatro concordaram em sair de Mauaji. A mãe de Kucho morreu quando ele era um filhote, ele aprendeu a se virar sozinho e, eventualmente ele conheceu três leoas que capturaram sua atenção e coração e o resto, é história.


Latifa*

Latifa, a mais nova de sua ninhada é filha da Asabi e do Gana. É uma leoa doce, gentil e carismática como a mãe. Também é a mais encrenqueira da família, adora arrumar confusão.


Layala*

Layala é a mais tímida de sua família. Prefere ficar perto dos irmãos ou da mãe, evitando socializar. Não se engane pela timidez, essa garota é boa de luta e não tem medo de botar as garras para fora quando necessário.


Lee*

Pelo que me lembro, o Lee era o mais paquerador dos dois irmãos. Como nem a Ray nem eu temos as fichas deles e eu adotei eles com a permissão dela, eu decido o que mudar e deixar na ficha deles. Eu adorava o design do Lee e do Liu. Eu lembro que eles tinham mechas loiras na juba e acho que na cauda também. Como não sabia se os dois tinham mechas, acabei fazendo nos dois :v. Eu fiz o Lee um pouco mais escuro que o Liu. Eu lembro que um tinha olho azul e o outro, tinha olho verde. Eu não lembro quem tinha olho de que cor, entonce eu fiz o Lee ter os olhos verdes. A história deles vai ser a mesma. Caso não se lembrem, o pai deles morreu uma semana antes deles nascerem, a mãe deles morreu quando tinham cinco anos, eles foram criados por babuínos quando tinham seis anos e, aos 16, saíram do território dos babuínos pra se virarem sozinhos e acabaram em Anida. Quando eles apareceram, a fic já estava bem avançada e eles encontravam o Hórus depois de o Liu ter dado um rugido pra assustar o Lee. Como eu já falei, o Lee é o mais paquerador dos dois e não perde uma oportunidade pra flertar com alguma leoa. Acho que, por ser mais paquerador e tals, o Lee é o mais extrovertido e carismático.


Liaji (Íris)*

Como eu disse, eu ia mudar os pais da Liaji e da Maji. Na outra versão da fic, eu não lembrava se tinha feito a Kisai ter filhotes, mas enfim... Agora a Akili tem três filhotes e a Kisai tem duas. Por que? Simples: por que eu não lembro se a Kisai tinha filhos, como já citei e, se tinha, quais eram os nomes deles. A Liaji seria a mais velha, tendo puxado as cores do pai. Seria uma leoa aventureira e descontraída, que adora caçadas. "Mas Nathy, por que a Liaji e a Maji não tem título de "Princess" se a mãe delas é da realeza também e os primos delas tem esse título"? Porque, embora a Kisai seja da realeza, o Hasa era um mero plebeu. A Kisai é, sim, uma princesa, mas não em Anida e sim, em Dugani, tanto que ela e a Akili ainda recebem o honorífico de "princesa" quando visitam Dugani. Os verdadeiros herdeiros do trono de Anida são o Hakuwa e a Adanna. O Hakuwa é o mais velho dos dois, então como ele casou com a Akili, o trono passou para eles. A Adanna tem sim, direito ao trono, mas só se o Hakuwa abdicar ou se o Hakuwa, a Akili e a família deles morrerem. Adanna também pode lutar com o Hakuwa pelo trono, mas ela não faria isso. E como a Kisai e a Akili abdicaram do trono de Dugani - a Akili para ficar com o Hakuwa e a Kisai pra não abandonar a irmã, os amigos e a família - o trono passou para a terceira mais velha, ou seja, a Masi (Sally). 


Liu*

Esse neném... Esse bendito neném... Liu, ao contrário do Lee é o mais introvertido dos dois. Ele é o que pensa com a cabeça certa, digamos assim. Eu esqueci de mencionar na bio do Lee, mas eles vão ser adotados pela Wonaji. O Liu vai ser o soft boy dos dois, o mais passivo. 


Magnus (Taurus)*

Magnus... o que dizer dele? É um leão sério com um pavio curto, raramente tem tempo para brincadeiras. Embora ele ame a famíla, Magnus não demonstra, guardando os sentimentos para si, mas dando a cara a tapa para protegê-los a todo custo. Ganhou a cicatriz em uma luta com Gana, que o acusou de se reproduzir com Asabi. Magnus não era o culpado, no entanto, e lutou com Gana até que o mesmo ficasse inconsciente. Assim que Gana caiu no chão, Magnus se retirou e um outro leão de Mauaji, o verdadeiro culpado, matou Gana. 


Maji (Ísis)*

Maji é a mais desconfiada das duas irmãs. Sempre desconfia de alguém novo e dificilmente tenta fazer amigos, passando a maior parte do tempo com os pais, os tios, a irmã ou os primos. 


*Makucha*

Essa bola de pelos de 400kg é uma das OC's que eu mais gostava na outra versão da  fic. Mesmo que eu tenha usado ela pouquíssimas vezes, ela ganhou um lugar especial no meu Kuroção. A Makucha não ia ser de ALQFDH, mas eu nunca escrevi uma fic digna pra ela além de ALQFDH, então eu decidi que vou mantê-la em nessa fic com leves mudanças na história e na personalidade dela. Ela acabou sendo criada em cativeiro por humanos. Sua mãe era uma tigre e seu pai, um leão. Ela tinha sido criada originalmente no intuito de ser uma atração de zoológico, mas ligres não são nem um pouco baratos de se manter, então ela acabou sendo transportada de volta para a Savana e solta quando tinha seus 16 anos humanos. É misteriosa e um pouco implicante as vezes. Adora discussões, é uma ótima caçadora e desaparece facilmente, seja na grama alta da Savana ou nas árvores da floresta que cerca Anida. Ah, a Makucha é alguns milímetros menor que o Euclásio e alguns centímetros maior que o Thadi. Lembrem-se eu disse que eles eram os maiores leões do reino, ela é uma mistura de leão e tigre.


Mwezi (New Moon)*

Mwezi, assim como Jioni e Safi, teve seu pelo tingido pelos humanos. Os pais dela e das irmãs foram mortos por humanos quando elas tinham suas três semanas e o reino de origem delas era Mauaji. Eu também esqueci de mencionar na bio da Jioni que ela é a mais velha das três. A Mwezi é a do meio e a Safi é a caçula. Mwezi é a mais ousada das três e cabeça dura, ela nunca recusa um desafio mas conhece bem seus limites.


Neema*

Neema na reescrita da fic vai ser a figura materna da Fulani e do Tofauti. É uma tigresa séria e decidida e adora desafios. Também é a curandeira dos tigres e mãe da Willow. Vou deixar claro aqui que prefiro que os felinos que não são leões (tigres, guepardos, servals, etc) tenham focinho redondo e garras para fora. Frescura? Sim, desculpa. Mas prefiro que seja assim. 


Niki*

Originalmente, Niki e sua família eram de Riverlands Rivalon, mas depois de sua irmã mais velha decidir que não ficaria "em um reino de assassinos", sua família inteira foi exilada. Sim, eu decidi de última hora que Niki, Sabini e Salini seriam as irmãs caçulas da Liko, afinal, eu nunca disse que a Liko era filha única. Na época que a Liko se casou com o Duco, Niki e as irmãs estavam no início da adolescência e foram forçadas a ir para o exílio com Liko e a mãe delas. Depois de descobrirem sobre a vingança que Liko tramava, Niki e as irmãs fugiram do exílio e, já que o exílio de Riverlands Rivalon era ligado a Butsara, elas partiram para lá, mas foram confundidas com leões de Mauaji e foram expulsas pelos leões de Butsara. Foi assim que elas acabaram em Mauaji. Niki é a mais velha de sua ninhada e a mais séria. A que mais se parecia com o pai, Niki é destemida e educa os filhos com pata de ferro, mas nunca deixa de demonstrar o amor que sente pela família.


**Nyekundu**

Entonce, esse é o Nyekundu. Kundu pra abreviar. Ele veio originalmente de um grupo de nômades mas foi o único que ficou no reino. Se ele fosse humano, carregaria a bandeira do arco-íris com todo o orgulho do mundo. Eu juro, estou acertando a Dede com um galho virtualmente. Ele era pra ser uma surpresa pra ela e pro Euclásio. Sim, amados e amadas, esse bebê é pai adotivo da Endra e parceiro futuro do Euclásio. Teremos sim alguns personagens LGBTQ+ e o Euclásio, a Endra e o Kundu são alguns deles u-u. Devo ter esquecido de avisar, mas a Endra segura a bandeira dos Assexuais. Poderia e deveria falar quais personagens são parte do orgulho LGBTQ+, mas qual seria a graça? Vou deixar vocês tirarem suas próprias conclusões sobre cada personagem u-u. 


Nzuri*

Como eu não expliquei na "bio" da Kweli, vou explicar na bio da Nzuri o motivo de ela estar "em dívida" com a Kweli. Bem, vou começar do início. Nzuri chegou órfã em Anida na pré-adolescência. A mãe dela teria morrido dando a luz a irmã caçula dela. "Quem é a irmã caçula dela, Nathy?" Ora, ninguém mais, ninguém menos que a Moki. Sim, a mãe da Moki é a mãe da Nzuri. A Nzuri chegou a conhecer o pai, mas ele fugiu quando descobriu da segunda gravidez da parceira. Nzuri, sem saber como cuidar de um filhote, acabou fugindo do exílio de Riverlands e foi parar em Anida. Kweli foi a primeira leoa que Nzuri encontrou e foi pra Kweli que a Nzuri contou sobre a irmã caçula. Kweli teria questionado o motivo de Nzuri ter sido exilada e Nzuri não sabia a resposta, já que nasceu no exílio e sua mãe nunca contou a verdade. Nzuri também disse que queria manter sua história em segredo, principalmente a parte sobre sua irmã e Kweli concordou. Desde então, Nzuri se vê em dívida com Kweli.


Peke (Zack)*

Peke foi o segundo a nascer da gravidez da Niki e puxou as cores do pai. Ele é o mais brigão e encrenqueiro dos cinco irmãos. O que esperar de alguém que tem quatro irmãs? Ele tem que proteger as irmãs de todos os outros leões.


Prince Burudani*

"Burudani? Quem é esse aí?" Entonce... é o filho da Adanna e do Utulivu e.e'. Ele nasce algumas semanas depois da Fumi e das irmãs dela e tem uma irmã caçula, a Hakara. Vocês não devem lembrar deles porque eles aparecem na segunda temporada de ALQFDH... Sabem o filhotinho vinho que o Talib morde a cauda? É ele. Essa bola de pelos aqui só tem tamanho, mas não machucaria nem uma mosca, é bem assustadinho.


Prince Hakuwa (Dexter)*

Príncipe, herdeiro do trono de Anida e reencarnação do Rei Makori. É um leão de coração puro, brincalhão e divertido. Hakuwa, por ser o mais velho, acaba herdando o trono de Anida. Assim como o pai, Hakuwa se preocupa com o reino e é um líder nato. Como qualquer pai decente, se preocupa com o bem estar das filhas e da família no geral.


Princess Fumi (Maddie)*

Fumi é a mais velha de sua ninhada. Ela tem Quimerismo parcial, que fez com que ela ganhasse o apelido de "nyuso mbili" (duas caras/faces em Suaíli). Ela é sarcástica e séria e, assim como os pais, é uma líder nata. Muitas vezes ela tende a deixar seu lado princesa falar mais alto. Ela, além de princesa e herdeira ao trono, é a terceira no comando da caça, junto de Akili e Adanna.


Princess Hakara*

Na outra versão da fic, Adanna e Utulivu tinham dois filhos e a foi assim que a Hakara surgiu. Ela é uma filhote aventureira, conselheira e um tanto quanto temperamental. Não desenvolvi muito a personalidade dela, como já deu pra notar.


Princess Kirabi (Alexa)*

A segunda mais velha de sua ninhada, Kirabi puxou os olhos do pai e a cor da mãe. Essa garotinha é brincalhona e divertida. Kirabi acaba se tornando uma soldado mais para frente. 


Princess Kupi (Ripper)*

Terceira na linha de sucessão ao trono depois de Hakuwa e Adanna. Uma filhote tímida e decidida, não tem medo de provar que alguém está errado.


Princess Nandi (Ártemis)*

Sabem a expressão "ver o circo pegar fogo"? Ela é quem jogaria gasolina e ascenderia o fósforo. Os filhos caçulas das outras famílias são sempre os mais calmos, mas Nandi... Nandi é uma história completamente diferente. Como quase qualquer outro caçula, Nandi quer provar aos pais que tem um propósito no Ciclo da Vida, mas acaba sempre se metendo em confusão por ser a mais rebelde. Foi apelidada de "kondoo mweusi" (ovelha negra) da família pelo avô materno e acreditem ou não, ela adorou o apelido. É ótima em missões de reconhecimento e perseguições.


Princess Adanna (Dinner/Tama)*

Justa e educada, como qualquer princesa, Adanna é a segunda herdeira do trono de Anida. É ótima em caçadas e prefere evitar conflitos. Vamos dizer que ela é a...pacifista da família.


Queen Habi (Karinna)*

Habi é uma rainha justa e gentil. É a filha mais velha de três irmãos. Originalmente eu tinha o intuito de fazer a Wonaji ser irmã mais velha dela, já que as duas são parecidas, mas decidi que não seria uma boa porque aí, a herdeira legítima do trono de Anida seria a Wonaji e tals. Vocês já perceberam que na bio da maior parte dos personagens da realeza eu coloco "preocupado com o reino" ou "líder nato", certo? Com a Habi não vai ser diferente. Ela nasceu em uma família em que apenas machos eram dignos de governar e seu pai sempre arranjava algum pretendente para ela, que ela acabava recusando. Levaram anos para Habi convencer seu pai que as leoas eram mais que máquinas de caça e reprodução. Já deu para notar que o pai dela era machista e controlador, não é? "Mas Nathy, e a mãe delas? Por que ela deixava o pai delas tratar as filhas como lixo?" A mãe deles acabou morrendo no parto do Mtawala Chad e da Kadza. Não, a Habi não é da mesma ninhada que os irmãos caçulas. A Habi conseguiu passar um tempo com a mãe, já os irmãos, não tiveram tanta sorte. Com a morte da mãe, dois irmãos recém-nascidos e um pai machista, Habi teve que se esforçar ao máximo para provar ao pai que era digna de ser rainha, uma pena ele só ter percebido em seu leito de morte. 


Rangi*

Rangi é o mais velho da segunda ninhada de Abasi e, como Layala, foi o que mais puxou as cores do pai. Ele geralmente desconfia de leões que não conhece, mas é um docinho.


Roho (Spooky)*

Roho foi a última filhote que a Kamilla teve. Seus irmãos são a Amadi, o Kiny e o Udadisi. Bem, eu disse na bio da Kamilla que ela teria morrido no parto da última filhote, não disse? Pois é, a Roho quase morreu com a Kamilla. Acontece que Kamilla, embora fosse uma boa mãe, acabava tomando algumas escolhas ruins. Roho é meia-irmã do Kiny, da Amadi e do Udadisi. O pai dela é um leão aleatório de Mauaji, para variar. É por isso que os irmãos não a aceitam. Akili e Kisai a aceitam sob suas asas e, já que a época que ela nasceu foi a época que a Kupi nasceu, a Habi quem foi madrinha dela. No geral, Roho é uma filhotinha fofa e gentil. Ela nunca guardou rancor contra os irmãos.


Sabini*

Sabini é a caçula de sua ninhada. É a mais protetora, ambiciosa e compassiva. Também é a "mãezona", tanto das irmãs, quanto dos filhotes. Foi ela que sugeriu para as irmãs que abandonassem Liko no exílio de Riverlands.


Safi (Black Sapphire)*

Safi é a mais quieta das três irmãs. É a que prefere falar quando falam com ela e é a mais reservada. É despreocupada e não fala muito, também é a mais impulsiva. A que fica mais calma, mesmo em situações de perigo, Safi tende a ser a mais responsável. Fato aleatório, alguns OC's meus tem suas personalidades baseadas em personagens de desenhos que eu gosto. Safi e suas irmãs são baseadas nos Ursos Sem Curso, Safi tem a personalidade do Polar ^^


**Saja**

Uma guepardo otimista e brincalhona. Saja também é um pouco cabeça de vento e a caçula. Não lembro se eu falei, mas a mãe dela vai ter morrido. É, é, eu sei... Eu mato muitas mães, pais, filhotes e famílias, superem. Eu adoro criar personagens com passados trágicos, não posso evitar. Enfim, a mãe dela morreu devido à complicações na gravidez. O pai delas nunca as considerou como filhas, então elas foram deixadas a própria sorte. Saja nunca foi boa de caçadas, então essa tarefa era da Sania. "Amas por que as cores dela e da Sania estão diferentes?"  Eu quis que elas ficassem mais amarelo-alaranjadas na fase adulta, mas ao mesmo tempo, quis que elas tivessem algumas características que só a espécie delas tivesse na minha fic, ou seja, as garras brancas, o focinho redondo e preto e os olhos alaranjados. A Saja acabou ficando mais escura que a Sania, que era a mais escura na adolescência.


Salini*

Irmã do meio de Sabini e Niki, Salini é a mais sensata e calma das três. Não se importa nem um pouco em dividir o marido com as irmãs. 


Samaha (Hillary)*

Samaha foi a primeira a nascer na ninhada da Niki e puxou as cores da mãe. A "malkia nyuki" (abelha rainha) entre os irmãos, é confiante, boa caçadora e lutadora e costuma arrumar encrencas.


**Sania**

Sania, a mais velha, é a típica irmã rebelde. É uma guepardo travessa e intimidadora. Também tem alguns ataques de raiva de vez em quando. Sania adora caçadas e é protetora com a irmã. Tende a ser rápida em julgar e costuma ser um pouco impaciente.


Sawa (Luka)*

Na outra versão da história, Sawa e Utay eram irmãos, mas eu decidi que no remake eles vão ser primos com uma relação de irmãos. A mãe do Sawa morreu depois de ser atacada por um bando de leões nômades enquanto ela e o filho estavam a caminho de Butsara para visitar a tia dele. Ele acabou chegando em Butsara cheio de cicatrizes e machucados. A tia dele - Kuticha - ficou em choque ao descobrir o que aconteceu com a irmã, mas acolheu e criou o sobrinho mesmo assim junto de seus outros três filhos - entre eles estava o Utay. Nessa versão, Kuticha, seus filhos e sobrinho moraram por um breve período de tempo em Butsara, depois foram para Anida. Wonaji foi quem ficava responsável pelo Sawa e pelo Sawa quando Kuticha saia para caçar. Eventualmente a Kuticha teve que voltar para Butsara, mas Sawa e Utay não queriam ir. Pra que o sobrinho não ficasse só, ela deixou que Utay ficasse em Anida. Os dois acabaram sob os cuidados da Wonaji. Sawa e Utay não sabiam quem era a Wonaji de início porque quando ela os conheceu eles não tinham aberto os olhos. A Wonaji também não os reconhece a princípio, ela os reconhece depois de encontrar a Kuticha no reino.


Sefu*

Esse neném aqui é filho da Abasi. Eu adotei o Sefu já faz um bom tempo no blog da Manu ou da Luiza Crespi, não lembro, desculpem, e o único combinado pra eu manter ele era que eu tinha que colocar ele em uma fanfic. E ele encaixou perfeitamente na fic. Quem diria, não é mesmo? Bem, na primeira parte desse post eu disse na parte da Akili que os leões da fic acreditavam em profecias, reencarnações e o caramba a quatro, certo? Pois bem, uma das crenças dos reinos é que leões ou quaisquer outros animais que tenham albinismo, leucismo ou melanismo são portadores de um grande destino. Por isso o Sefu é considerado "especial", porque, segundo a crença, ele tem um grande propósito. O Sefu, o Kumi, o Shiro e, acredito eu que o Euclásio também, tem leucismo, não albinismo, okay? É por isso que os olhos deles mantém outra cor que não é vermelho. Bem, ele é um leãozinho fofo que faria de tudo e mais um pouco pra manter a família feliz e a salvo.


Tofauti*

Tofauti é o irmão mais velho e protetor da Fulani. Ele é brincalhão e paquerador e já levou várias patadas da Makucha por isso. Tofauti tende a ser o "palhaço da turma" e acaba se metendo em confusões mais facilmente.


Udadisi (Brian)*

Udadisi é o irmão do meio de Amadi e Kiny. Udadisi é o mais tímido dos três e geralmente evita socializar muito. Ele geralmente faz o que a Amadi manda, mas também é impulsivo.


Utay (Nuka/Usawa)*

Esse bebezão aqui é o primo do Sawa. Sua família nasceu e foi criada em Mauaji mas com o passar do tempo, foram saindo de lá e indo para outros reinos. Sua mãe foi uma das poucas leoas da família que foi morar em Butsara. Utay foi quem fez Sawa se sentir mais acolhido quando a mãe dele morreu. Utay é o mais descontraído e tende a se distrair facilmente.


Utulivu (BellAir)*

O Utulivu e sua família são originalmente de Riverlands. O pai dele morreu na época que Lúthiel estava grávida. Ele tem três irmãos mais velhos e...- "Mas espera, Nathy. Não eram dois irmãos?" Calma, deixa eu explicar, eu hein... Enfim, ele tem três irmãos porque a Lúthi adotou o filho da Ello, eu expliquei isso no capítulo dois de Riverlands. Ele é um filhotinho doce e frágil que adora fazer amigos. Ele acabou indo pra Anida com o Alekey, que só percebeu que estava sendo seguido quando já estava na metade do caminho.


Vibaya*

Vibaya, o líder cruel e cabeça dura dos tigres. Odeia os leões com todas as forças, já que um grupo acabou matando sua esposa. Geralmente mata qualquer leão que entrar em seu território, poupando apenas os filhotes, os deixando com medo de voltar pra lá. Ele nem sempre foi cruel. Houve uma época em que ele era um tigre doce e gentil com todos, mas todos mudam, não é?


Walimu (Leo)*

Walimu é o filho caçula de Jafari, esse neném aqui é extrovertido e desastrado. Acaba se machucando mais do que o necessário e tem dificuldade pra fazer amigos por ser meio "desengonçado". 


Amadi (Ericka)*

Essa garota é durona e implicante. Ouso dizer que ela é a típica "bully", mas acreditem, como na maioria dos filmes clichês de colegial, essa bully tem motivos pra ser má com todo mundo. "Faça bullying com meu irmão, faço bullying com você". Ela prefere ser vista como uma vilã do que deixar que machuquem o Kiny física ou psicologicamente.


Wami (Dead)*

Wami e a Wazi foram personagens bem complicadas pra eu criar uma história. Por que? Bem, elas são irmãs, e a mãe delas era a Wonaji, mas ficaria muito confuso se eu mantesse isso. Então decidi o seguinte: elas foram criadas em cativeiro. Foi assim que elas conheceram a Akili e a Kisai. A mãe delas foi levada para ser estudada, já que ela era uma nômade que vagava  perto de Mauaji. Na época que a mãe delas foi levada pelos humanos, ela estava prenha. A mãe delas teria sido sacrificada depois de atacar um dos "tratadores" pra proteger as filhas, as duas filhotes desenvolveram um ódio profundo por humanos depois disso. É claro que elas não atacavam os humanos, mas também não os deixavam chegar perto. Elas mantém a mesma paleta de cores que a mãe e eram mais evasivas, então os humanos não chegavam perto delas pra fazer testes. Agora sobre a Wami... Ela é a mais velha das duas. Introvertida, gentil e carinhosa, Wami foi a que mais ficou abalada com a morte da mãe.


Wazi (Crazy)*

Wazi, assim como a irmã, foi criada em cativeiro. A mais nova das duas, é a mais extrovertida e brincalhona. É a que mais se mete em encrencas.


Willow*

Uma tigresa carismática e fofa e personificação de "exótica". Filha de Neema com um tigre forasteiro, Willow nasceu com Quimerismo, uma condição que fez com que seu rosto e corpo ficassem de duas cores. É otimista e sarcástica. Adora aventuras e desafios.


Wonaji (Clara)*

Na versão antiga da fic, Wonaji era a vidente, mãe adotiva, curandeira, mestre das ervas e o caramba à quatro. Na reescrita, ela vai ser só curandeira e professora das adolescentes, que perdeu a família feliz que tinha graças a um ataque de hienas. Ela também acolheu o Sawa e o Usawa sob suas asas e se tornou mãe adotiva do Lee e do Liu. Ela morava anteriormente em Butsara, foi assim que ela conheceu Kuticha. 


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Vou deixar claro aqui: A Ray, dona do Liu e do Lee, me deu eles. Eu tenho permissão total pra desenhar eles. Acabou que nenhuma de nós duas tinha a fotenha e nem a ficha deles, então eu "refiz" eles, de certa forma, mas eu lembro de algumas características físicas deles e eu acabei não colocando a ficha deles na postagem de personagens que aparecem em ALQFDH do outro blog... Por que eu não vou usar os personagens de outras pessoas? Bem... justamente por isso. A maioria dos outros personagens pertence a outras pessoas e eu não tenho mais contato com essas pessoas. Os únicos blogueiros TLK que eu ainda tenho contato são a Kiara, o Kaio, a Ray, a Josy, a An@, o Luiz e a Sabrina. E olha que é de vez em nunca que nos falamos :'v

Eu também disse na parte um que alguns personagens que tinham morrido iam aparecer, mas resolvi que só os adultos que morreram apareceriam. Por isso o Alec e a Jynjo, filhos da Wonaji, não aparecem. E a mãe da Wami e da Wazi não aparece porque eu não criei ela mesmo :v

No começo do post eu disse que iam ter mais de 60 personagens, certo? Pois é, tem 79. Como vou incluir tudo isso de personagem na fic? Não tenho ideia, mas vou dar meu jeito.

Lembrem-se, amores. A maioria dos personagens (Lee, Liu, os tigres, Sefu e a família dele, Niki e sua família inteira, Roho, Nandi, Fumi, Liaji, Maji, Kirabi, Hakari, Burudani, Kundu e Nzuri) vai aparecer com o decorrer da história, okay? Os pais e irmãs da Akili não aparecem nesse post porquê eles não são de Anida.

Sobre a Wami e a Wazi: Os humanos não as libertaram depois que a mãe delas morreu porque eles acreditavam que elas iam desenvolver o comportamento nômade que a mãe delas tinha.

Eu também vou incluir algumas palavras em Suaíle e colocar a tradução no final de cada capítulo.

Ah, e tenham em mente que a cor desses personagens é a cor da fase adulta e que os personagens com uma bio pequena ainda estão em desenvolvimento. Nesse post e na primeira parte estão os personagens que vão de certa forma ter mais relevância pra história, por isso os pais de alguns personagens não aparece.

Também quero dizer que estou pensando em reescrever meu "Reinado de Scar". Caso não se lembrem, eu tinha uma OC chamada Nafsi que era filha do Scar com a Zira e irmã mais velha do Nuka. Bem, essa reescrita teria a Nafsi, mas ao invés de filha do Scar, ela seria filha de uma leoa que o Scar permitiu que ficasse no reino. Nessa versão, a Nafsi teria uma irmã e seria mãe do Kovu e tia da Vitani. Eu vou explicar melhor em outro post, esse aqui já está bem longo e.e'

Por hoje, é só. Espero que tenham gostado. Um beijo da Nathy, fiquem com Kami e bye -3-